Sem radares desde 2015, Itaquaquecetuba reduz número de mortes no trânsito

Sem radares desde 2015, Itaquaquecetuba reduz número de mortes no trânsito

Radares que operavam em Itaquaquecetuba até 2014 foram retirados. (Foto: Reprodução/TV Diário)

Cidade foi a que mais reduziu número de mortes no trânsito no Alto Tietê entre 2015 e 2017.

Desde que ficou sem radares, em 2015, a cidade de Itaquaquecetuba tem registrado um trânsito menos violento. No primeiro quadrimestre daquele ano, o volume de vítimas fatais em decorrência de acidente automobilístico foi de 17, 58% menor do que o registrado no mesmo período deste ano: 7.

Ao todo, 131 pessoas morreram no trânsito da cidade entre 2015 e 2017. Da região, Itaquaquecetuba foi a que mais conseguiu diminuir as mortes no período. Passou de 50 mortes em 2015 para 41 em 2017, uma queda de 18%.

De acordo com a Prefeitura, a cidade contava com 11 radares, sendo nove fixos e dois estáticos, mas decidiu não renovar o contrato com a empresa que operava os aparelhos. Desde então, a fiscalização continuou sendo feita por meio dos agentes de trânsito e Polícia Militar.

Um dos radares ficava na Estrada de Santa Isabel, próximo ao Fórum de Itaquaquecetuba. Anderson Oliveira, de 28 anos, é vendedor de uma loja de baterias situada perto de onde a fiscalização eletrônica era feita. Ele diz que não viu aumentar o desrespeito dos motoristas por lá.

“Que eu me lembre, desde que tiraram o radar aqui, só teve um acidente com morte, mas foi um morador de rua que estava bêbado e se jogou na frente de um caminhão”, conta.

Oliveira diz que também são poucos os casos de desrespeito às leis de trânsito. “Uma vez ou outra você vê um carro esticando aqui. Mas isso já acontecia na época dos radares, porque eles fazem depois de passar pelo radar”, conta.

O gerente comercial Lisandro de Carvalho, de 38 anos, trabalha em com comércio em outro pronto da Estrada de Santa Isabel, já próximo ao acesso à Rodovia Ayrton Senna. Ele conta que a frota de veículos tem aumentado consideravelmente na cidade nos últimos tempos e isso contribuiu para os motoristas circularem em menor velocidade, sobretudo nos horários de pico, devido à lentidão.

“Mas eu também sinto que as pessoas estão mais civilizadas, apesar de não ver muitas campanhas de orientação por aqui”, destaca.

A Secretaria de Municipal de Transportes (SMT) informou que "está elaborando um termo de referência para a utilização dos mecanismos de fiscalização não voltados a gerar quantidades de autuações e com foco nos perímetros do município para monitoramento de placas (radares inteligentes) e posterior convênio com a Secretaria de Segurança do Estado (Polícia Militar) para diminuir os índices de criminalidade no município".

Em nota, a Prefeitura ainda informou que "A SMT não acredita que elevar o número de multas possa trazer a educação para os motoristas da cidade”, trouxe a nota enviada ao G1.

A pasta acrescentou que, nos próximos meses, em parceria com o Departamento de Trânsito (Detran) e o Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, serão iniciadas campanhas educativas para pessoas da melhor idade e do sexo masculino, entre 18 a 50 anos, que são os casos mais recorrentes de óbitos nos últimos anos.

O G1 questionou a Prefeitura sobre o volume multas aplicadas na época em que mantinha os radares e agora que a fiscalização é feita por meio de agentes, mas não obteve retorno. Estes dados serão levantados via Lei de Acesso à Informação.

https://g1.globo.com