Pedestre com fones de ouvido e mexendo no celular é atropelado por trem, diz MRS em Juiz de Fora

Pedestre com fones de ouvido e mexendo no celular é atropelado por trem, diz MRS em Juiz de Fora

Trem parado durante socorro e registro do atropelamento de pedestre em Juiz de Fora (Foto: Leonardo Santos/Arquivo Pessoal)

Informação sobre condições do acidente é da concessionária que administra a via. Oitava ocorrência do ano foi na manhã desta terça-feira (26) no Bairro Poço Rico. Informação sobre condições do acidente é da concessionária que administra a via. Oitava ocorrência do ano foi na manhã desta terça-feira (26) no Bairro Poço Rico.

Um jovem de 27 anos foi atropelado por uma composição da MRS Logística no Bairro Poço Rico, em Juiz de Fora, na manhã desta terça-feira (26). Ele teve ferimentos graves e foi encaminhado ao Hospital de Pronto Socorro (HPS) pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) com fratura na bacia e traumas múltiplos. Segundo informações da Secretaria de Saúde, está na sala de urgência em estado grave e sedado.

A assessoria de comunicação da empresa informou que, no oitavo caso deste ano, o pedestre estava mexendo no celular e utilizando fones de ouvido ao cruzar a passagem na Rua Pinto de Moura.

Segundo a MRS, distraído, ele não percebeu a sinalização que indicava a passagem do trem, como as cancelas abaixadas, os sinais sonoros e luminosos e a buzina acionada pelo maquinista. "Reforçamos o alerta: nada de celular e fones de ouvido ao atravessar a ferrovia", destacou a nota enviada ao G1.

 

Imprudência

 

Esta não foi a primeira vez neste ano que a falta de cuidado ao atravessar a linha férrea causou um atropelamento em Juiz de Fora. Dois atropelamentos praticamente idênticos foram registrados na travessia de pedestres na Rua Halfeld com Avenida Francisco Bernardino no Centro.

O mais recente foi no dia 2 de junho. Um pedestre morreu ao arriscar a travessia mesmo com a aproximação da composição. O maquinista contou que acionou o freio de emergência, mas não foi possível evitar o atropelamento.

Antes disso, no dia 7 de abril, uma mulher de 57 anos foi atropelada no mesmo local. Conforme relatos do guarda-cancelas e do maquinista, a pedestre forçou a travessia e foi atingida.

No dia 15 de abril, o sistema de monitoramento da empresa flagrou um motorista avançando mesmo quando a cancela já estava abaixada para atravessar o cruzamento com a Rua Benjamin Constant.

No mesmo local, em 21 de fevereiro, a empresa registrou um pedestre correndo pelo passeio na Avenida Francisco Bernardino e cruza a linha férrea pouco antes do trem alcançar a passagem em nível.

Campanha "Linha da Vida" reforça a importância dos pedestres não usarem celular e fones de ouvido ao atravessar a linha férrea (Foto: MRS Logística/Divulgação)

Campanha "Linha da Vida" reforça a importância dos pedestres não usarem celular e fones de ouvido ao atravessar a linha férrea (Foto: MRS Logística/Divulgação)

Campanha "Linha da Vida" reforça a importância dos pedestres não usarem celular e fones de ouvido ao atravessar a linha férrea (Foto: MRS Logística/Divulgação)

 

Cultura de segurança

 

De acordo com a empresa, já incluindo o caso desta terça-feira, foram 8 ocorrências de atropelamentos e abalroamentos em Juiz de Fora. As estatísticas apontam redução dos registros. No período entre janeiro até 26 de junho de 2017, foram 11 ocorrências

"Mesmo com a melhora nos números, precisamos continuar reforçando a importância dos cuidados com a segurança nas proximidades da ferrovia. Sabemos que, com a adoção de uma cultura de segurança, podemos chegar ao índice zero de acidentes", afirmou a empresa.

A empresa lembrou que o trem é muito pesado, ele não freia como um carro. A partir do acionamento do freio de emergência, a composição pode precisar de até 1 quilômetro para frear completamente.

"Essa característica do modal ferroviário evidencia, ainda mais, a importância do máximo estado de atenção que as pessoas devem ter ao atravessar a ferrovia", destacou em nota.

Através do projeto Linha da Vida e pelas redes sociais da MRS no Instagram, Facebook e Twitter, estamos sempre passando essas mensagens na tentativa de promover uma reflexão sobre a segurança ferroviária e mudar o comportamento de uma minoria da população que ainda insiste em se arriscar.

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