Vítima de fraudes, diretor do Detran Paraná recebe pontos na CNH sem saber - FENASDETRAN - Federação Nacional das Associações de DETRAN

Vítima de fraudes, diretor do Detran Paraná recebe pontos na CNH sem saber

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Segundo Marcos Traad, os fraudadores cometeram um erro básico: na hora de copiar a assinatura do motorista, copiaram a assinatura do diretor do Detran, que fica logo abaixo. - Detran recebe, em Curitiba, 2 mil pedidos de transferência de pontos de multas por mês

diretor do Detran Paraná, Marcos Traad, afirma ter recebido pontos de multas transferidos para a carteira de habilitação (CNH), sem que ele soubesse. Ele foi vítima de fraudes por duas vezes, conta.

"Ele assinou, falsificou minha assinatura: Marcos Traad. Só que o prontuário não é meu, é de um outro condutor. Ele fez o recurso de forma equivocada. Copiou a assinatura", relata o diretor.

Segundo Traad, os fraudadores cometeram um erro básico: na hora de copiar a assinatura do motorista, copiaram a assinatura do diretor do Detran, que fica logo abaixo, em todas as carteiras do estado.

"Fraude, falta de conduta e um equívoco primário. Pelo menos coloquem a assinatura decente de quem cometeu, de fato, a infração", diz, em tom descontraído, o diretor.

 

Recomendações

 

Farid Malschitzky, coordenador de habilitação do Detran/PR, recomenta que, em caso de suspeita, é preciso procurar o órgão competente o quanto antes. "Caso ela identifique uma ou outra situação que não seja esperada por ela, então que acione o Detran ou a Justiça para esse tipo de situação", afirma.

Curitiba recebe 2 mil formulários para transferências de pontos por mês, em média. Todos com assinaturas suspeitas são recusados.

"O Detran tem uma comissão que vai analisar isso tipo de situação. Se ficar comprovado que houve fraude, o Detran vai tirar a pontuação desse condutor que foi indicada de maneira errada", explica Alexandra de Araújo, corregedora de auditagem do Detran.

As fraudes comprovadas são encaminhadas à polícia, que pede perícia nos documentos e assinaturas.

Segundo a polícia, os documentos usados para as fraudes são roubados, perdidos ou falsificados por quadrilhas. "Ele pode responder pelo crime de estelionato, que é a pena de um a cinco anos, e também pelo crime de falsidade ideológica".

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