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Perigo na rotatória no entroncamento da Salvador Allende com Américas

Segundo moradores, carros passam em alta velocidade e motoristas não respeitam a mão preferencial - Brenno Carvalho / Agência O Globo - Moradores denunciam ser cenário constante de veículos em alta velocidade e haver freadas bruscas e até acidentes

RIO — A área em frente ao condomínio do Barra Bali foi um dos pontos que mais sofreram modificação nos últimos anos, em decorrência das obras olímpicas. Uma das novidades, porém, é alvo de reclamações dos moradores. Desde que foi inaugurada, na Olimpíada, a rotatória no entroncamento das avenidas Salvador Allende e das Américas é palco de buzinaços, freadas bruscas e acidentes.

O problema, dizem as pessoas que observam o local, está na velocidade com que os carros chegam ao elevado da rotatória. Muitos motoristas seguem reto, na direção das Américas, e inibem a manobra dos carros que vão contornar a rotatória de fato, e que deveriam ter a preferência. No momento em que a equipe do GLOBO-Barra esteve no ponto, houve algumas freadas bruscas.

Os guard-rails da rotatória, em parte amassados, também sinalizam a ocorrência de acidentes. Para Rosangela Pimenta, moradora do Barra Bali, seria necessária a instalação de algum redutor de velocidade. Ela diz que já foram feitos pedidos à CET-Rio.

— Os carros passam em alta velocidade. Quem quer sair do Barra Bali e fazer a volta indo para a praia, por exemplo, não consegue. Precisa ficar muito tempo esperando ou se arriscar. E à noite é um inferno, muitas buzinas e barulho de freio. Os períodos de grande frequência na praia também são muito ruins, porque aumenta o trânsito. Acho que tinham que botar uma lombada ou um sinal antes da subida — opina ela.

No meio do ano, um carro chegou a cair dentro do terminal rodoviário do BRT, que fica embaixo da rotatória. Também morador do Barra Bali, Jouber Nunes vive num edifício de frente para o ponto. Ele observa também problemas na descida.

— Quando o trânsito está forte, os carros sobem em velocidade e quem faz a rotatória, que deveria ter a preferência, precisa esperar. E na descida também afunila muito, porque ficam alguns metros sem separação de faixas. Se tivesse uma linha de centro, segregando as pistas desde o início, poderia ajudar — diz Nunes.

A CET-Rio afirma que no local existe sinalização, tanto vertical como horizontal, além de linhas transversais que induzem à redução de velocidade. O órgão prevê implantação de placas educativas e reforço na sinalização vertical, bem como projeto com novas faixas de redução de velocidade desenvolvido para a implantação por parte da Secretaria de Conservação.

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