Detran não paga diárias e cidades do interior ficam sem prova prática de direção - FENASDETRAN - Federação Nacional das Associações de DETRAN

Detran não paga diárias e cidades do interior ficam sem prova prática de direção

Servidores da banca examinadora não puderam se deslocar para 4 cidades

Por falta de pagamentos de diárias aos servidores, provas práticas de direção não foram realizadas em quatro cidades do interior de Mato Grosso do Sul. Ontem, alunos de autoescolas de Bodoquena, Antônio João, Nova Alvorada do Sul e Ivinhema ficaram sem o exame.

Para realização da prova prática em algumas cidades do interior, servidores da banca de exames precisam viajar até o local. Cronograma de viagem é definido com antecedência de 30 dias e há pagamento de diárias para as despesas referentes ao deslocamento.

De acordo com o Sindicato dos Servidores do Departamento Estadual de Trânsito (Sindetran-MS), o pagamento, que precisa ser feito de forma antecipada, vem sofrendo atrasos e, por conta disso, examinadores estão impedidos de se deslocar até as cidades para realização dos testes.

Sindicato já protocolou ofício na diretoria do Detran, com pedido de providência sobre os atrasos.

“Nosso servidor não pode mais passar pelo constrangimento de viajar e não receber a diária, correndo risco de não ter como arcar suas despesas”, disse o presidente do Sindetran-MS, Octacílio Sakai Junior.

Ainda não há confirmação se o roteiro previsto para esta semana será cumprido.

INVESTIGAÇÃO

A cúpula do Detran foi presa hoje durante a Operação Antivírus, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual.

Os promotores investigam prática de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, atuação de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Foram presos preventivamente na operação o diretor-presidente Gerson Claro Dino; o diretor-adjunto Donizete Aparecido da Silva; o chefe de departamento Erico Mendonça; o diretor de administração e finanças Celso Braz de Oliveira Santos; e o diretor de tecnologia Gerson Tomi.

A investigação ainda respingou em empresas da área de tecnologia que tinham contrato com o governo do Estado. No mesmo trabalho, o ex-deputado estadual Ary Rigo também foi preso, mas de forma temporária.

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